quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Idiossincrasias estatutárias: do Instituto de Educação à Escola de Engenharia

Salvaguardado que esteja a ler mal o que lá está escrito, acho o que se passa com os Estatutos do CG do IE totalmente aberrante. A meu ver, o Presidente não fazer parte do corpo eleito de professores é uma das heranças da saída à pressa do anterior reitor, talvez por querer deixar tudo resolvido para não haver intervenção do Conselho Geral da UM nesta matéria, uma vez que se fosse deixado para o actual reitor ele teria que consultar o CG. Ou então pura e simplesmente não quis ter mais chatices.
Outra aberração são os estatutos do CG da Escola de Engenharia, do qual podem fazer parte investigadores doutorados com um ano de contrato, qualquer que seja a natureza do contrato, o que significa que pode ser um bolseiro! Portanto, podemos ter bolseiros a decidir sobre o futuro da Escola, nomeadamente sobre a estratégia e sobre o futuro dos docentes da Escola. O que é mais caricato é que se, o contrato for de um ano, terá que ser substituído passado um ano por outro membro, não podendo cumprir os três anos de mandato que era suposto cumprir, quando isso não está previsto no RJIES, que só fala em vacatura, não em ocupação de lugares a prazo.
É por estas e por outras que o CG devia pronunciar-se sobre os Estatutos das Escolas, e pelo menos uniformizá-los, para pôr alguma ordem nesta sopa da pedra à maneira de cada um, em que uns metem chouriços e outros metem linguiças.

Jaime Rocha Gomes

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

À margem do CG: algumas notas soltas (4)

(ecos da reunião de 16 de Nov. 2009, ainda)

No quadro dos debates mantidos em sede dos órgãos, há coisas que se dizem. A pergunta que deixo é: escrevem-se?
Exemplos:
1. A propósito da acta que importava aprovar na reunião de 16 de Nov. pp., a dado passo, alguém terá dito alguma coisa do género: “Fomos longe de mais em matéria de transcrição de posições para a acta”. Pergunto: alguma vez se vai longe de mais nessa matéria? Ou o problema é outro; a saber: a delicadeza das matérias que podem estar em apreciação e, talvez, a inconveniência de que a comunidade académica se inteire de certas posições assumidas no recato do Largo do Paço? Admito que há circunstâncias…
2. Bem intencionada, a iniciativa de criar a figura do “provedor do estudante”, como a do provedor de outras coisas, suscitou a dúvida sobre se a acção de tal agente não “pode tornar a vida impossível” de qualquer agente ou estrutura do processo de ensino. Pode? Eventualmente, pode, se falhar o bom-senso e se faltar à personalidade que possa ser escolhida o “perfil de provedor”.
3. “Estamos ainda na fase da depressão pós-parto do CG”? Porventura sim, tanto mais que o nasciturno teria, talvez, uma cabeça desmesurada, o que deu desde logo um período de gravidez agitado. Pode, ainda, adquirir conformações comuns, razoavelmente ajustadas à espessura e fragilidade da vida que importa estimular nos campi? Talvez, se o cirurgião plástico se esmerar.
4. Interpretando o que se espera do respectivo mandato, alguns membros do CG têm feito chegar ao órgão as respectivas questões e preocupações sobre aspectos diversos da vida da Instituição, das quintas que foram dos peões, à bagunça que subsiste nos campi, por falta de limpeza e falta de autoridade de quem deveria regular práticas que alguns chamam de praxe académica (ainda hoje, 24 de Nov.). Face ao que se ouviu na sessão a propósito, pergunta-se: depois de enunciadas, as questões não ficam vertidas em registo escrito (nas actas, por exemplo)? Ou é preciso assegurar que o “papel azul” continue a ter escoamento?
Desgraças de académicos bem intencionados, ou mais ou menos.

J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Parceria entre a DST e a UMinho dá frutos

Tecnologia desenvolvida em parceria pela DST e pela Universidade do Minho

(título de mensagem, datada de Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009, disponível em Universidade Alternativa)

sábado, 21 de Novembro de 2009

"A experiência inovadora da Universidade do Porto"

Modelo fundacional com rosbife

(título de mensagem, datada de 21 de Novembro de 2009, disponível em Empreender)

Serviços Académicos da Universidade do Minho a funcionar em novas instalações

Serviços Académicos têm novo espaço

(título de mensagem, datada de 2009/11/17, disponível em ComUM)

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Calendário de reuniões ordinárias do CG para 2010 e propostas de agendamento da iniciativa do reitor

25.Jan
Plano de actividades para 2010*
Orçamento 2010*
Diagnóstico sobre Serviços da Universidade e eventual Plano de Reformulação
Criação do Fórum UMinho

26.Abr
Relatório de actividades e contas 2009*
Propinas 2010/2011*
Plano de sustentabilidade financeira a médio prazo
Plano de Intervenção/acompanhamento de entidades participadas
Criação de Grupo de Trabalho sobre Regime Fundacional

05.Jul
Sistema de Qualidade UMinho
Planos Estratégicos de Unidades Orgânicas de Ensino e Investigação

27.Set
Plano de Infra-estruturas
Estratégia de intervenção cultural

22.Nov
Plano de actividades para 2011*
Orçamento 2011*
Apreciação do desenvolvimento do Plano para o Quadriénio


* assuntos de deliberação obrigatória pelo Conselho Geral

Eleições para as Escolas/Institutos: ICS

Resultados verificados no acto eleitoral ocorrido ontem (professores e investigadores):

i) Conselho do Instituto
Lista A: 33 votos - 6 mandatos (primeiro nome da lista: Miguel Bandeira)
Lista B: 26 votos - 4 mandatos (primeiro nome da lista: Manuel Carlos Silva)

ii) Conselho Científico
Lista A: 29 votos - 8 mandatos (primeiro nome da lista: Moisés Martins)
Lista B: 28 votos - 7 mandatos (primeiro nome da lista: Manuela Martins)

-
Comentário: afinal ainda há vida no ICS!

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

À margem do CG: algumas notas soltas (3)

(reunião de 16 de Nov. 2009)
[Continuação]
8. Pontos de ordem introduzidos no ponto “Outros assuntos” da agenda:
i) foi feita chamada de atenção para a pobreza franciscana que constitui a “página do CG” constante do sítio da UMinho (aparentemente, pouco gente havia dado por isso, ainda);
ii) foi sublinhado o cenário de cultura do lixo, do abandono, do desordenamento paisagístico e da insegurança pessoal vividos no Campus de Gualtar na zona das Escolas de Direito, Engª. e ICS: a circulação a pé entre os parques de estacionamento situados a ocidente desses edifícios e a parte norte e oriental do campus faz-se pela rodovia (em mau estado de conservação) por falta de passeios e de limpeza das bermas. O lixo e o desordenamento paisagístico mantêm-se há múltiplos anos.
9. A terminar estas notas (soltas), ficam duas curiosidades:
i) os colegas representantes da “Universidade Cidadã” fizeram questão de apresentar uma declaração de voto (que traziam consigo) para justificar o respectivo voto favorável do programa de acção quadrienal do reitor. Ficou desta forma provado que a criatividade não estava reservada à semântica usada no doc. do reitor;
ii) contra a ideia que me havia chegado de que o CG se caracterizava pela presença de uma maioria silenciosa, na reunião de dia inteiro de 16 de Nov. o silêncio foi cultivado por uma minoria de membros do órgão.

J. Cadima Ribeiro

À margem do CG: algumas notas soltas (3)

(reunião de 16 de Nov. 2009)
[Continuação]
5. A tarde era a “hora do reitor”, isto é, de tratar os assuntos da agenda propostos por aquele. O prato forte era a apreciação do programa de acção da reitoria para o quadriénio.
A matéria começava por ter declarada ambiguidade porque, de facto, se tratava de “referendar” outra vez o programa de candidatura do reitor acabado de eleger, acrescentado de uma calendarização e de uns poucos detalhes. Quer isto dizer que, depois de ter sido sujeito a uma votação há poucas semanas, tratava-se agora de votar a mesma coisa sob outra figura formal.
Fiquei com curiosidade sobre como se posicionariam agora aqueles que não subscreveram a candidatura. Eu tive dificuldade em perceber a lógica e a relevância do exercício, por isso abstive-me. Para tanto, também contribuiu a falta de esclarecimento da natureza estratégica ou não do documento e a falta de qualidade daquele, a ser tido como um documento de natureza estratégica. O que lhe faltava em qualidade técnica sobrava-lhe em criatividade semântica e confusão conceptual.
6. O programa e o reitor apareceram aos membros do CG dando sinal de vontade de diálogo e de espírito de abertura. A leitura de situação que resultava proposta nos docs. em apreciação afasta-se cada vez mais da ideia idílica que levou António Cunha e os seus seguidores a emergirem como discípulos fiéis da anterior “gestão”. Vamos ver se o espírito de que dou notícia está para perdurar.
7. Houve também lugar para a apresentação de contas e esclarecimento de alguns mal-entendidos sobre a gestão financeira da Instituição dos últimos anos.
Ficou patente a falta de fundamento do gesto espalhafatoso de há um ano de encerrar a UMinho durante as semanas de Natal e de Ano Novo, por falta de dinheiro. Quem esperava que o cenário se repetisse, vai ter que se consolar doutro modo.
[Continua]

J. Cadima Ribeiro

À margem do CG: algumas notas soltas (3)

(reunião de 16 de Nov. 2009)
1. A reunião começou com alguns minutos de atraso. Passou a ideia que a respectiva agenda não suscitava grandes entusiasmos entre os membros do Conselho Geral (CG).
2. O começo foi enrolado. A problemática de assegurar um secretariado decente e de assessoria jurídica autónoma da da reitoria para o CG denunciou um presidente do órgão pouco seguro ou comprometido com uma visão daquelas problemáticas que não ia ao encontro do pensamento colectivo. No imediato, fica o receio que se aponte para o secretariado alguém sem perfil.
3. O debate sobre a “figura” do Provedor do Estudante arrastou-se por mais de uma hora, para se resolver pela criação de uma comissão que deverá precisar-lhe os contornos e afinar o respectivo projecto de regulamento. O presidente da AAUM deixou passar a ideia que desejaria ter no Provedor uma espécie de funcionário da associação, por contraponto da autonomia face a diferentes tutelas que outros entendiam que importaria assegurar. A espaços, também emergiu a assimilação da dita figura a um regulador de um qualquer mercado.
4. Porventura indo buscar inspiração aos EUA, no seguimento da passagem por lá de alguns, ou por sugestão do ministro (sempre com vontade de penalizar os professores), o almoço quedou-se por umas sandes e bolos ou frutas. Salvou-se a sopa quente que estava disponível.
(Continua)

J. Cadima Ribeiro